Equipe de nove militares é a primeira do Norte de Minas a se destacar para trabalhos na região da barragem.

Trabalho das equipes de socorro segue após sete dias da tragédia — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Um grupo de nove militares do Corpo de Bombeiros de Montes Claros viajou na manhã desta quinta-feira (31) para Brumadinho. A equipe deve colaborar pelos próximos dias com a busca de pessoas que desapareceram após o rompimento da barragem da Vale na última sexta (25). Oito homens e uma mulher do Norte de Minas estarão entre os militares que procuram por 259 vítimas que ainda estão desaparecidas.
Segundo o tenente Cristiano Cavalcanti, equipamentos da região também serão enviados ao local onde ocorreu a tragédia. “Estamos levando roupões de neoprene, para serem usados na área quente onde o rejeito está. Levamos ainda materiais de escavação para achar possíveis vítimas, barracas, fardas, capacetes, todo o equipamento necessário para desenvolvermos um trabalho de localização destas pessoas”, explica.
Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, os militares escolhidos são capacitados em áreas que os permitem trabalhar com segurança no mar de lama que se formou em Brumadinho. “Todos os enviados possuem dois cursos, de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC) e Curso de Especialização em Salvamento e Extinção de Incêndios (Cesei). São militares que fizeram essas capacitações e estão aptos para trabalhar na área quente da lama”, afirma Cristiano.
Apesar de certificados, quase todos os militares viverão em Brumadinho uma experiência pela qual ainda não passaram; apenas um deles já havia auxiliado nos resgates do desastre em Mariana, há três anos. O sargento Alex Sandro Dias é bombeiro há 16 anos e espera poder auxiliar ao máximo nos trabalhos.
“Apesar das diversas ocorrências que atendemos de naturezas variadas, será uma situação completamente adversa, é diferente de tudo que já vivenciei nos 16 anos de serviço. Temos ideia do que nos espera pelos telejornais. Vai ser difícil sim, mas esperamos corresponder e minimizar o sofrimento das famílias”, comenta.

