Foto: Alexandre Nobre/Inter Tv
Dois hospitais de Montes Claros divulgaram nesta quinta-feira (27) que os prontos-socorros registraram superlotação de pacientes. O Hospital Universitário Clemente de Faria (HU) e a Santa Casa de Montes Claros, o maior hospital da região, informaram por meio de nota que vão priorizar pacientes de extrema urgência. As duas unidades são referência em atendimento no Norte de Minas e a demanda preocupa a população.
No início da tarde, a Santa Casa informou que o pronto-socorro, que tem capacidade para 20 leitos, atendia 71 pessoas; a unidade acionou plano de contingência. O HU, que também comporta 20 pacientes, informou estar com 65; são 50 internados, 10 vítimas de acidentes registrados nesta quinta e outros cinco esperam atendimento.
O Hospital Universitário detalhou que acionou às 9h o chamado Código Vermelho. A medida implica que o atendimento será “obrigatoriamente exclusivo para pacientes muitos graves e casos de extrema urgência”. A unidade informou ainda que a situação se agravou com a chegada de pacientes vítimas de acidentes registrados na região; o HU recebeu três crianças e sete adultos.
A Santa Casa de Montes Claros também recebeu nesta quinta nove pacientes de acidentes, sendo três crianças.
O que diz o município
Fizemos contato com a Secretaria de Saúde de Montes Claros. A responsável pela pasta, Dulce Pimenta, confirmou que recebeu acionamento por parte dos hospitais e que o responsável pela regulação já estaria remanejando pacientes menos graves a unidades de retaguarda, ou seja, que não têm prontos-socorros abertos.
O médico que coordena a regulação do município, Ênio Versiani, diz que até a tarde desta quinta apenas um paciente havia sido remanejado, e havia previsão de que mais dois fossem transferidos dos hospitais superlotados para outras unidades.
“O remanejamento depende de outros hospitais. Às vezes o paciente depende de determinados materiais ou equipamentos. É uma coisa que não depende só da vontade de fazer transferência. Estamos tentando acordar entre as partes, para que hospitais superlotados sejam liberados com total segurança para os envolvidos”, diz.
Versiani orienta ainda que, em casos de menor urgência, a população procure unidades básicas de saúde ou de menor porte, mas ressalta que os hospitais estão funcionando. “O que a gente pede é que se for urgência menor, a pessoa vá a unidades menores, como Alpheu de Quadros e postos de saúde que atendem à noite. Se for urgência maior, todos os hospitais estão abertos e funcionando normalmente”.
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